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sábado, 26 de setembro de 2015

Intolerância a Lactose

Com o post de hoje, será dado o início a mais uma série de posts no blog com um assunto de interesse a muitas pessoas, a intolerância à lactose, que tem sua prevalência em 90% da população dos países asiáticos, como Japão, Coreia e Índia, e 5% no norte da Europa, de acordo com a Wikipedia. Já no Brasil segundo pesquisas, há cerca de 70% dos brasileiros possuindo algum grau de intolerância e infelizmente muitas vezes não sabem.

Uma das razões da abordagem do tema é para ajudar mamães que, como eu, passaram ou passam por situações de alergias, falta de ganho de peso etc. sem explicações aparentes. Não é a intenção criar alarde com esse post, já que a intolerância à lactose não é considerada doença, mas pode criar incômodo nas crianças. Além de meu filho, que apresenta alguns sintomas como rinite, alteração nas fezes e aparecimento de outros mais sinais alérgicos, mostrando um quadro mais severo, meu marido apresenta um leve quadro de intolerância, sendo percebido em sua rinite alérgica atacada, por exemplo.

Nos posts que seguem a série sobre o assunto, serão passadas dicas de receitas deliciosas para serem aproveitadas pelos intolerantes e tolerantes.


A lactose (do latim, lacto significa leite e ose, química) é um carboidrato (açúcar) presente no leite e seus derivados. É um dissacarídeo composto por glicose e galactose (estes são monossacarídeos). Ela é considerada o único tipo de açúcar produzido nas glândulas mamárias, compondo 7% do leite humano e quase 5% do leite de vaca, por exemplo.

Intolerância a Lactose

A Intolerância à Lactose pode ser chamada de Hipolactasia e é um tipo de transtorno metabólico causado pela insuficiência de enzima necessária, a lactase, para a digestão da lactose no intestino, causando diversos desconfortos devido às bactérias que fermentam esse tipo açúcar, formando ácido lático e gases, o que pode acarretar a retenção de água e quadros de cólicas abdominais, diarreia, náuseas e até vômito, variando de acordo com a sensibilidade de cada um à lactose.

Note a diferença de vogais: com "o" é o açúcar, com "a" é a enzima

Existem basicamente três tipos de intolerância à lactose, sendo a congênita, que acomete desde o nascimento com total incapacitação da produção da lactase, a primária, o que acontece com a redução natural e progressiva da produção da lactase com o amadurecimento do organismo humano, e a secundária, sendo acometida quando há alguma doença intestinal que afete momentaneamente a produção da lactase como efeito secundário. A congênita é crônica e há meios de se contornar com a ingestão de enzimas sintéticas para auxiliar os intolerantes em algumas situações, mas é mais rara e com vários níveis de intolerância. A mais comum forma da intolerância é a primária, sendo que é processo natural, que pode iniciar-se a partir dos seis meses de idade (no caso de muitos asiáticos), mas tende a ser comum na população mundial a partir da adolescência, muito geralmente com sintomas leves, como rinites, gases, cólicas abdominais etc.

Dentre os sintomas, quase todos foram apresentados. Os sintomas gerais da intolerância são distensão abdominal, cólicas e flatulência, devido aos gases, diarreia, náuseas e ardor anal e assaduras, devido a acidez fecal. No caso de crianças pequenas e bebês, observação uma perda de peso e um retardo no crescimento.

Como os sintomas são facilmente confundidos com tantos outros, é importante observar juntamente com um especialista sobre as possibilidades de ser intolerante.


:: Diagnóstico e tratamento ::

O diagnóstico pode ser feito através de avaliação médica ou de exames laboratoriais. Existem três principais exames que podem ser realizados para detectar a intolerância, sendo o Teste de Intolerância à Lactose o mais simples e é oferecido pelo SUS, isto é, é gratuito e tem excelente taxa de acerto. Nesse teste, deve-se ingerir uma dose de lactose em jejum e coletar o sangue depois de algum tempo. Se o nível de glicose se mantiver baixo, inalterado, é indicativo de intolerância. Outro teste é o Teste de Nível de Hidrogênio, que analisa o nível do hidrogênio expirado algum tempo após a ingestão de altas doses de lactose. E o terceiro é o Teste do Nível de Acidez, feito a partir das fezes, também após a ingestão de lactose.

O tratamento em geral é a suspensão temporária do leite bovino e seus derivados, voltando a ingerir esses alimentos gradativamente, até que se observe a dose de lactose que o organismo é capaz de digerir sem causar incômodos.

Há quem trate também com ingestão de drágeas com a enzima lactase sintética para ajudar na digestão em situações particulares. Devido ao custo elevado desse tratamento, já que não é definitivo, não é recomendado a todos.

Outra forma de se seguir a vida consumindo os nutrientes oferecidos pelos lácteos é substituir por produtos Lacfree (livres de lactose). Bons exemplos são leites bovinos Zero Lactose e leites de soja, arroz ou aveia. Porém, não se deve abolir as vantagens do alimento, como o cálcio, a ser complementado através de frutas, legumes e verduras.


De acordo com a constituição brasileira, não é obrigatório o alerta da composição com ou sem lactose, como há com o glúten, mas todo o produto que tenha lácteos o rótulo é obrigado a informá-lo. Por isso, fique sempre atenta aos rótulos e suas composições, evitando assim a ingestão de algo que possa agravar o incômodo causado pela intolerância.
Mamadeirada de
leite zeo lactose

A pediatra de meu filho, a Dra. Shyoko Wagatsuma, foi um bênção na hora do diagnóstico, já que meu filho não estava desenvolvendo o peso adequadamente e um ligeiro retardo no crescimento. Com a intervenção precoce, pudemos contornar a situação com produtos livres de lactose, os zero lactose, ou LacFree.

Hoje, ele raramente tem quadros alérgicos, quase nunca tem cólicas intestinais e mama tranquilamente lácteos Lacfree. Ele aceitou muito bem os novos produtos, que não perderam em nada do sabor!



Receita desse bolo...
hmmmm!
Aliás, corra lá no Instagram @Fashion_Lih para conferir uma receita de um bolo com iogurte sem lactose, que ficou macio, leve e muito saboroso.




Aguardo vocês no próximo post!
Beijos no coração e sejam sempre bem vindos ao mundo Fashion Lih!

terça-feira, 7 de maio de 2013

A cozinha tradicional Japonesa

Hoje o post é dedicado ao amantes da culinária japonesa e àqueles que acreditam que a cozinha japonesa se resume a peixe cru. Vou lhes apresentar a um mundo de delícias. Vamos juntos?

A culinária japonesa (日本料理, nihon ryōri, que se pronuncia "nirron riôri", ou 和食, washoku, que se pronuncia "vachôcu") sofreu mudanças de acordo com as transformações políticas e sociais no Japão, mas sempre deu importância a qualidade e sazionalidade dos alimentos.

:: Arroz ::

Tigela tradicional para comer shiro gohan
Ao contrário do que muito pensam, base da culinária japonesa no dia-a-dia é o arroz branco (白ご飯, shiro gohan, "chirô gorran") e as sopas, e não o peixe cru. Sem o arroz do tipo japonês, as refeições não seriam consideradas completas pelos japoneses, e as sopas ajudam a enfrentar o frio e alimentar de forma leve e saudável. Tanto que qualquer outro prato, sejam peixes, carne ou legumes, são considerados acompanhamentos.

Os japoneses costumam ter nas refeições, como acompanhamento, peixes, alguns tipos de legumes empanados, alimentos em conserva, alguns alimentos com tempero agri-doce, cogumelos (椎茸, shiitake, e 占地, shimeji, dentre outros), futos do mar, algas (海苔, nori), vegetais e alimentos a base de soja.

Além disso, o arroz japonês é famoso por seu jeitinho grudento, mas isso é facilmente compreendido entendendo-se os utensilhos que eles utilizam para comer: hashi.

:: Hashi ::
hashi

O utensilho utilizado nas refeições chama-se Ohashi (お箸, ohashi, "orráshi") que é de origem Chinesa (kuàizi) e consiste em dois bastões de madeira, metal ou plástico, usado para pinçar ou arrastar o alimento.

Com a prática e treino, nota-se a vantagem de se utilizar hashi para o preparo dos alimentos, principalmente dos vários tipos de macarrão da culinária oriental.

:: Macarrão ::

Os japoneses também possuem o hábito de consumir macarrão. Existem alguns tipos tradicionais como:
Bifum

:: Bifum (ビーフン)

Feito de farinha de arroz, este tipo de macarrão bem fino de origem chinesa é muito apreciado com legumes em um tempero agridoce, geralmente servido frio, ou em sopas.



Sobá

:: Sobá (蕎麦)
Feito de farinha de centeio, macarrão fino e de coloração escura, fica excelente em pratos com legumes e carnes diversos, como o próprio yakisoba.

Udon

:: Udon (うどん)
Feito por sua vez de trigo branco, mais grosso que os demais tipos, mais frequente em ensopados com legumes, alimentos de base de soja, peixes e frutos do mar.



:: Tempero ::

Os tempero mais utilizados na culinária japonesa são:
Shoyu


:: Molho de soja (醤油, shoyu, "chô-iú"): é utilizado para salgar e dar cor aos alimentos. Tome cuidado ao usar, pois uma colher de sopa de shoyu pode conter quase 100% das necessidades diárias de sódio de um adulto.






Pasta de soja
:: Pasta de soja (味噌, miso, "missô"): é um ingrediente que é a base da preparação das sopas japonesas. É produzida a partir da fermentação da soja, cevada e arroz, altamente nutritiva. Deve-se tomar cuidado com o excesso, pois também contém bastante sódio em sua preparação. Existem variações de sabor, coloração e textura do miso tradicional japonês, sendo característicos da região onde é produzido.

Hondashi: literalmente,
significa verdadeiro tempero,
e é uma marca registrada




:: Pasta de peixe (出汁, dashi): Ele é muito utilizado como o nosso caldo de galinha, para dar sabor e temperar pratos cozidos. Este tempero é principalmente utilizado para dar mais sabor às sopas japonesas, sendo comum associá-lo a outros outros anteriores.


Furikake e o seu uso




:: Furikake: mistura de alga seca, flocos desidratados saborizados (legumes, ovo ou peixe) e outros concimentos para se colocar noa shiro gohan.

Glutamato monossódico


:: Glutamato monossódico: sal sódico que acentua o sabor umami. Umami é reconhecido como o quinto tipo de sabor (os outros quatro são salgado, doce, azedo e amargo), que está presente em todo alimento saboroso.

Wasabi verdadeiro



:: Wasabi (山葵, wasabi, "wassabí"): Tempero preparado a partir de mistura de ingredientes (o wasabi verdadeiro é raro e difícil de ser comercializado) como mostarda, raíz forte, corantes e aditivos, para deixar o mais próximo do paladar original. Sua propriedade é dar um sabor picante, mas nada parecido com sabor de pimenta. O wasabi verdadeiro é um condimento único, que tem propiedades medicinais.


Existem muitos outros ingredientes, tais como gengibre (shoga), cebolinha (rakkio), alho-poró (nira), umeboshi e outros tipos de tsukemono etc.


:: Pratos ::

Existem muitos outros tipos de pratos na rica culinária jonesa, dentre eles os tradicionais e mais conhecidos:
Yakisoba

:: Yakisoba: macarrão tipo soba, com carne e legumes refogados, tendo como molho base o shoyu e também pode-se utilizar óleo de gergelim.






Sushi


:: Sushi: considerado o fast-food japonês, é preparado com arroz temperado com vinagre, açúcar e sal, combinado com algum tipo de peixe ou frutos do mar, vegetais, frutas ou ovo. A tradição japonesa é de servi-lo acompanhado de wasabi.



Sashimi




:: Sashimi: uma iguaria da culinária japonesa, com peixes e frutos do mar frescos e fatiados em pequenos e finos pedaços e servidos com molho shoyu, ou wasabi e também com gengibre fresco ralado.



Mochi


:: Mochi: Bolinho de arroz glutinoso moido em pasta, podendo ser servidos salgado e doce (nesta variação, é comum o mochi ser recheado com doce de feijão yokan).


Sekihan


:: Sekihan: arroz cozido com azuki (um tipo de feijão).


Yakimeshi







:: Yakimeshi: Um risoto frito de arroz japonês, legumes e carne de porco picados e ovo. No chinês, é chow fan.

 


Além dessas, existem muitas outras delícias, como tempura, nikuman, tenpan etc.
 

:: Bebida ::

Saquê
Costuma-se beber chá verde (緑茶, banchya, "banchá") como digestivo ou até mesmo saquê (em japones 酒) aquecido, uma bebida alcoólica destilada a partir do arroz, durante as refeições.








Ai, ai...depois de tantas delícias, fiquei com fome... hehe, vamos comer? 


Itadakimasu!!



Até o próximo post!!!

sábado, 20 de abril de 2013

Detoxi (detoxificar ou destoxificação) do corpo


O que significa detoxificar ou destoxificação?

É a retirada de substâncias potencialmente tóxicas de dentro do organismo, substâncias chamadas de xenobióticos, geradas pelas reações metabólicas, ou ainda provenientes de agentes externos, como agrotóxicos e outros aditivos químicos. O acúmulo de xenobióticos no organismo pode levar a danos significativos devido ao aumento na produção de radicais livres e substâncias carcinogênicas.


Quais os sintomas?


Dores de cabeça, fadiga, dores musculares, indigestão, tremores, constipação, anemia, tonturas e mais, até mesmo depressão.


Onde o processo ocorre de detoxi?


Ocorre em todas as células, mas principalmente em órgãos metabólicos, como o fígado e intestino, e glândulas excretoras, sempre necessitando de diversos nutrientes, vitaminas e minerais. Se há a ausência de nutrientes, o processo de detoxi fica comprometido e substâncias nocivas acumulam-se no organismo. Para previnir este acúmulo, é fundamental que seja feita uma dieta de detoxi periodicamente, além da inclusão de alimentos detoxificantes na alimentação diária.


Alguns dos nutrientes envolvidos na detoxificação são tiamina (vit. B1), riboflavina (vit. B2), niacina (vit. B3), cianocobalamina (vit. B12), ácido fólico, flavonóides, fosfolipídios, vitamina C, glutationa, aminoácidos de cadeia ramificada, magnésio e enxofre. Além desses, aminoácidos, como a metionina, são essenciais, pois estão envolvidos no processo de formação da glutationa, que apresenta importantes funções antioxidantes e detoxificantes.


Em outras palavras, um dos principais objetivos da detoxificação é transformar as substâncias apolares (lipossolúveis) em polares (hidrossolúveis), permitindo sua eliminação através da urina ou da bile e, em menor concentração, no suor, lágrimas, respiração e leite materno.

Quais alimentos são indicados para o processo de detoxificação?


São aqueles ricos em vitaminas, minerais e fibras. Frutas, verduras, ervas aromáticas e água são os alimentos com maior potencial de detoxificação. O azeite extra virgem, raízes (inhame, cará, mandioca), arroz integral, castanhas, nozes, sementes, grãos e leguminosas (feijão, fava, grão de bico e soja, dentre outros) são potentes no processo, ainda mais quando de origem orgânica.

Como elaborar uma dieta detoxi?

A implementação da dieta detoxificante deve ser feita de maneira progressiva, e tem duração média de 3 a 4 semanas, com acompanhamento nutricional.

- Alimentos como o chá verde ou preto, alecrim, alho, cebola, frutas cítricas, frutas vermelhas, oleaginosas, cereais integrais, leguminosas, peixes, alimentos orgânicos possuem propriedades benéficas ao processo de detoxificação.
- As brássicas, isto é, brócolis, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor e couve, também são auxiliares para a detoxificação.
- Os flavonóides, do tipo quercetina (maçã, cebola e brócolis) e rutina (limão, laranja e uvas), são antioxidantes que reduzem a formação de radicais livres.
- A curcumina, presente no açafrão da terra, apresenta potentes efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e antimutagênicos.

A detoxificação é baseada em três etapas:

- Remover: da alimentação diária alimentos e bebidas que comumente contêm toxinas e alérgenos alimentares: peixes contaminados, glúten, álcool, leite de vaca, carne vermelha, açúcar e amendoim.
- Prover: uma dieta alimentar que supra as necessidades básicas de cada indivíduo. Ao contrário do que algumas pessoas acreditam, o jejum não é indicado, pois, neste estado, o organismo libera corpos cetônicos, sobrecarregando o fígado. Também é importante oferecer aminoácidos e vitaminas essenciais para garantir o bom funcionamento deste órgão.
- Hidratar: através de água é extremamente importante para promover a eliminação dos produtos biotransformados, possibilitando a eliminação mais eficiente dos compostos tóxicos que se tornam hidrossolúveis.



Dicas finais:


- É importante consumir alimentos preferencialmente orgânicos e cuidar da higiene dos alimentos  quando for consumi-los.
- Preferir produtos de época e frescos.
- Evitar produtos industrializados, enlatados e comidas congeladas, evitar produtos prontos que contenham excesso de glutamato monossódico e sódio, e evitar ao máximo gordura trans.


Reforçando: é importante que se consulte um nutricionista!


Receita de suco verde detoxi: